SEJA BEM VINDO, NESTE BLOG VOCÊ ENCONTRARÁ MILHARES DE ARTIGOS RELACIONADOS A MÚSICA.


"PARA SE TORNAR UM BOM MÚSICO É NECESSÁRIO UM POUCO DE TALENTO E INSPIRAÇÃO, MUITO ESTUDO E PERSEVERANÇA, HUMILDADE PARA RECONHECER AS SUAS DEFICIÊNCIAS E MUITO ESFORÇO PARA VENCE-LAS".


______________________"BOHUMIL MED"____________________


=== PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS =====

===   PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS  =====
PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS

ARTIGOS SOBRE MÚSICA

ARTIGOS SOBRE MÚSICA

***** PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS ************

ESTA SEM TEMPO PARA BAIXAR? ADQUIRA JÁ O SEU.

- Mais de 30 métodos para Flauta tudo em PDF.

- Milhares de partituras eruditas em pdf.

- Playbacks para tocar acompanhado.

- Partituras de musicas populares em formato Encore.

R$29,90 COM FRETE INCLUSO

== CLIQUE AQUI PARA COMPRAR PELO MERCADO LIVRE.

==== COMPRE SUA COLEÇÃO AGORA - MERCADO LIVRE ====

==== COMPRE SUA COLEÇÃO AGORA - MERCADO LIVRE  ====
MERCADO PAGO

* * Aprenda a fazer download no 4shared.

=============MUSICALIZAÇÃO INFANTIL====================

==>postagens<==

Postagens populares

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

QUAL A MELHOR SAPATILHA?

QUAL A MELHOR SAPATILHA?

Este assunto foi tema para debate tempos atrás no grupo Flauta na Rede. É a respeito dos vários tipos de sapatilhas, vantagens e desvantagens de cada uma e, até certo ponto, a sonoridade característica produzida por elas. Três experts aqui se reunem para comentar sobre este tema. Algumas das dúvidas mais comuns sobre sapatilhas. são aqui abordadas.

Renato Schmidt

Em um sapatilhamento de borracha de uma flauta Boehm, cilíndrica, de madeira, feito pelo Tudrey, a vedação foi boa, mas o resultado sonoro foi muito deficiente. Em outro sapatilhamento Straubinger, feito pelo Rogério, em uma flauta Louis Lot de prata, cilíndrica, o resultado, embora um pouco "percussivo", foi muito bom em termos de amplitude de som e de brilho, e o volume aumentou (se estes quesitos forem apreciados pelo flautista, uma vez que existe entendimento de que as Lots devem ter um colorido de som e stacatto mais característicos, sem tanto brilho, e com certa "secura" de articulação). No entanto, cabe observar que a flauta tinha problemas em dois tone-holes e um sapatilhamento deficiente, o que influenciava o som. O trabalho do Rogério foi excelente. Para não investir muito tempo pensando nestas minúcias (e que se constituem em importantes ajustes nos instrumentos, dada a competição no mercado de trabalho) prefiro, até por desconhecimento, as velhas sapatilhas de baudruche. Tendo a achar que o bom trabalho do técnico, essencial para minimizar a ocorrência de problemas, deve ser feito através de ajustes com tolerâncias mínimas e utilização das quantidades estritamente necessárias de matéria de acomodação entre as sapatilhas e as chaves, além de se evitar, durante o sapatilhamento, o acamamento das sapatilhas por meio de aquecimento.

Marcos Kiehl

Acho difícil dizer qual é a melhor sapatilha, cada uma tem sua vantagem e desvantagem, e também depende muito do gosto do freguês. Têm surgido muitas novidades nesta área com a descoberta de novos materiais sintéticos. As sapatilhas de silicone já existem há um bom tempo, mas a qualidade do material melhorou muito e hoje algumas são usadas também em flautas profissionais. Existem as Straubinger que já foram bem comentadas aqui pelo Rogério, as sapatilhas douradas e prateadas, etc. Mesmo a sapatilha tradicional, de feltro e baudruche, vem sofrendo pequenos aperfeiçoamentos, como é o caso das sapatilhas italianas que eu tenho usado. Nesta sapatilha, emprega-se um feltro "prensado" ao invés do tradicional "trançado", o que deixa a sapatilha um pouco mais firme e bem mais estável, diminuindo sua deformação. Acho que devemos ponderar durabilidade, custo, vedação, estabilidade, conforto, nível de ruído etc. O tipo de material da sapatilha pode alterar o som da flauta, deixando o timbre mais ou menos brilhante. O volume do som também pode aumentar ligeiramente com alguns tipos de sapatilhas. Neste ponto entra o gosto pessoal de cada um. Uma sapatilha de boa qualidade deve ser bem plana para que sua instalação seja menos problemática e para que a vedação seja melhor. Já uma sapatilha de má qualidade tem deformações muito grandes, fazendo com que o ajuste seja uma tarefa quase impossível! As sapatilhas podem ser mais macias ou mais firmes, dependendo do material e de sua espessura. Sapatilhas mais macias irão deformar mais e conseqüentemente poderão se adaptar mais facilmente à flauta com o uso de calor, facilitando o trabalho de quem as instala. As flautas mais baratas e de estudante vêm geralmente com este tipo de sapatilha. Para se ter uma idéia, os fabricantes destas flautas, para ganhar tempo, usam um forno de cerca de 80°C para fazer com que as sapatilhas se moldem à flauta mais facilmente e "definitivamente". Como se pode imaginar, este procedimento não é o ideal, e o resultado é um sapatilhamento bem deficiente e instável, que irá certamente piorar com o uso da flauta. Muitas flautas novas já saem de fábrica com vazamentos que pioram depois de um certo tempo de uso. O problema nem é tanto a qualidade da sapatilha, mas o método apressado e impreciso de sapatilhar. Já as sapatilhas mais firmes exigem um sapatilhamento muito mais cuidadoso e "a frio", pois a tolerância e deformação do material são muito menores, quase zero em alguns casos. O custo é bem maior, pois além das sapatilhas serem mais caras, a mão de obra necessária para sapatilhar a flauta também é muito maior. Estas sapatilhas geralmente equipam apenas as flautas mais caras e profissionais. As vantagens são a estabilidade, a vedação muito mais eficiente e, conseqüentemente, uma maior facilidade para tocar, pois não é necessário pressionar as chaves para que as sapatilhas vedem. Em contrapartida, algumas sapatilhas mais firmes podem ter uma durabilidade menor, pois a pele pode rasgar com mais facilidade.

Rogério Wolf

A sapatilha de feltro prensado, como disse o Marcos, é melhor, mais difícil de ajustar porque depende mais de calços, mas é menos susceptível às mudanças climáticas. O feltro costurado é mais fácil de ajustar quando os tone-holes não estão em perfeito estado mas, em contrapartida, sai do ajuste com mais facilidade de acordo com o clima, umidade e assim por diante. Sapatilhas Straubinger: são estáveis, dão um brilho ao som, não sofrem nenhuma alteração com clima, umidade etc. A flauta tem que estar em perfeitas condições para que elas funcionem como devem. Contrapartida: preço alto, colocação trabalhosa, durabilidade menor que as de feltro e algumas pessoas não gostam porque sentem elas duras demais. Vale dizer que as Powells, Miyasawas, Burkarts, Brannens e várias outras flautas feitas a mão já vêm de fábrica com as sapatilhas Straubinger. Sapatilhas de silicone: estáveis, duráveis, vedam muito bem, não sofrem alteração. Contrapartida: preço e mudança acentuada na sonoridade. Uma tendência à falta de brilho, segundo alguns observadores. O único flautista de renome que conheço que usa é o Pahud. Boa referência, mas perigosa....os flautistas geniais podem fazer o que quiserem, nós mortais, não! Sapatilhas de borracha preta: não tenho dados suficientes para julgar. Nas flautas que experimentei notei que o som fica um tanto abafado, talvez pela própria característica da superficie da borracha que é muito porosa. Há certos tipos de silicone (como as Uesawa) que têm uma superfície bem brilhante. Sapatilhas JS, banhadas a ouro: estáveis, mas acho que deixam o som muito brilhante. Coloquei em duas flautas: em uma, que tinha o som escuro, funcionou muito bem, na outra, que já era um pouco brilhante, achei que ficou muito brilhante. Detalhe: o ouro, na parte que faz contato com o tone-hole, sai com o tempo e podem surgir problemas de grudar a sapatilha, problema que a de silicone também sofre.

1 comentários:

Celso Justo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.