SEJA BEM VINDO, NESTE BLOG VOCÊ ENCONTRARÁ MILHARES DE ARTIGOS RELACIONADOS A MÚSICA.


"PARA SE TORNAR UM BOM MÚSICO É NECESSÁRIO UM POUCO DE TALENTO E INSPIRAÇÃO, MUITO ESTUDO E PERSEVERANÇA, HUMILDADE PARA RECONHECER AS SUAS DEFICIÊNCIAS E MUITO ESFORÇO PARA VENCE-LAS".


______________________"BOHUMIL MED"____________________


=== PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS =====

===   PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS  =====
PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS

ARTIGOS SOBRE MÚSICA

ARTIGOS SOBRE MÚSICA

***** PARTITURAS PARA TODOS OS INTRUMENTOS ************

ESTA SEM TEMPO PARA BAIXAR? ADQUIRA JÁ O SEU.

- Mais de 30 métodos para Flauta tudo em PDF.

- Milhares de partituras eruditas em pdf.

- Playbacks para tocar acompanhado.

- Partituras de musicas populares em formato Encore.

R$29,90 COM FRETE INCLUSO

== CLIQUE AQUI PARA COMPRAR PELO MERCADO LIVRE.

==== COMPRE SUA COLEÇÃO AGORA - MERCADO LIVRE ====

==== COMPRE SUA COLEÇÃO AGORA - MERCADO LIVRE  ====
MERCADO PAGO

* * Aprenda a fazer download no 4shared.

=============MUSICALIZAÇÃO INFANTIL====================

==>postagens<==

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador Musicalização Infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Musicalização Infantil. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sugestão de Livros- Videos - CDS para musicalização infantil

VÍDEOS

· Pedro e o Lobo, da coleção Meus Contos Favoritos, da Disney.

SITES

· www.edumusical.org.br - esse site, criado pelo Laboratório de Sistemas Integráveis da Poli-USP, reúne brincadeiras e informações, tanto para a criança quanto para os adultos. Em cada sala do prédio EduMusical, há uma atividade diferente, com personagens e histórias divertidas. Um dos destaques é o Editor Musical, um programa cujo download é gratuito que possibilita compor música através de desenhos. Para os professores, há sugestões de atividades que podem ser feitas na sala de aula.

LIVROS

· Brincando de Roda, de Íris Costa Novaes - Ed. Agir

· O Tesouro das Cantigas para Crianças, vol. 1 e 2 (acompanha CD), de Ana Maria Machado - Ed. Nova Fronteira.

· Cadernos de Atividades, de Roseli Lepique e Mônica Lima - Ed. G4

· Conheça a Orquestra, de Ann Hayes - Ed. Ática

· Método de Flauta Doce (acompanha CD) - Editora G4

· Música na Educação Infantil, de Teca Alencar de Brito - Ed. Fundação Peirópolis

· Ensino de Música: Propostas para pensar e agir em sala de aula, de Liane Hentschke e Luciana Del Bem - Ed. Moderna

CDs

· Canções Curiosas, Mil Pássaros e Canções de Brincar, de Paulo Tatit e Sandra Peres - Palavra Cantada.

· Villa Lobos e os Brinquedos de Roda, Percussão da UFMG e Coral Inf Clovis Salgado - Mcd

· Arca de Noé, de Toquinho e Vinícius de Morais, vol. 1 e 2 - Polygram

· Adivinha o que é?, MPB-4 - Ariola

· O Grande Circo Místico, de Edu Lobo e Chico Buarque - Som Livre

· Madeira que cupim não rói, de Antônio Nóbrega - Brincante

· Castelo Rá-Tim-Bum, vários autores - Velas

Como organizar as atividades das aulas de música

PLANO DE AULA

Como organizar as atividades das aulas de música

Por Leila Sugahara


Organizar as atividades das aulas de música nem sempre é tarefa fácil, dada a diversidade de métodos, estratégias de ensino e abordagens de conteúdos existentes atualmente. Então, por onde começar?

Se por um lado, dar uma aula sem nenhum planejamento é missão quase impossível, um bom planejamento pode oferecer ao professor a segurança necessária para que sua atuação seja eficiente, justamente por delimitar o que será desenvolvido em sala de aula. É aí que entra em ação, o plano de aula.

O plano de aula é a previsão dos conteúdos e atividades de uma aula. Um bom plano de aula abrange além da descrição das atividades e a relação dos materiais necessários para a sua realização, objetivos claros (o que se pretende com as atividades), orientações didáticas e as possíveis intervenções durante o decorrer da aula. Esse processo possibilita ao professor o acompanhamento e a avaliação da aprendizagem do aluno.

O plano de aula se articula com o planejamento, que é a definição do que será ensinado num determinado período, de que maneira ocorrerá e de como será a avaliação. O planejamento se baseia na proposta pedagógica de cada escola, que por sua vez, é determinado pela sua linha de atuação e pela realidade na qual está inserida, etc. (leia o artigo “O planejamento em educação musical” na edição 03). Portanto, é a partir do planejamento que o plano de aula se estrutura, dando coerência ao trabalho do professor, garantindo assim, uma prática bem fundamentada.

Como organizar um plano de aula

O plano de aula é composto por: tema, objetivos, conteúdo, materiais, procedimentos didáticos e possíveis intervenções e avaliação. Portanto, em um plano de aula:

· Tema: é o que será abordado na aula.

· Objetivos: são as atitudes a serem desenvolvidas pelos alunos, isto é, o que os alunos devem aprender com a aula. Os objetivos são descritos sempre no infinitivo, pois diz respeito às ações a serem realizadas pelo aluno.

· Conteúdo: é o que será ensinado.

· Materiais: são os recursos necessários para o desenvolvimento da aula. Dependem das estratégias que serão utilizadas para se atingirem os objetivos propostos.

· Procedimentos didáticos: são as atividades ou estratégias desenvolvidas de acordo com os objetivos propostos. Podem ser descritos numa seqüência didática, encadeando as atividades de acordo com os interesses e necessidades de cada faixa etária (é fundamental que se conheçam as necessidades dos alunos, em cada estágio de desenvolvimento, do bebê à idade adulta). As intervenções do professor no decorrer da aula também podem ser previstas no plano de aula.

· Avaliação: é o procedimento realizado para se averiguar se os objetivos propostos foram atingidos. Dessa maneira, o professor pode fazer, com mais segurança e eficácia, as modificações necessárias para as próximas aulas.

Um plano de aula não é um modelo a ser seguido rigorosamente. É a previsão do que será a aula, portanto, pode acorrer como o planejado

pode mudar no decorrer da aula, conforme as circunstâncias do momento, a disposição dos alunos, do professor, do interesse despertado pelas

atividades propostas, etc. Da mesma maneira que o planejamento, o plano de aula é dinâmico e deve ser adaptado conforme a aula transcorre,

procurando atender às necessidades do momento, fazendo intervenções junto aos alunos, a fim de garantir que os objetivos da aula sejam atingidos,

tornando-a agradável e produtiva. Uma aula é sempre um processo coletivo, pois não existe ensino sem aprendizagem, nem aprendizagem sem

ensino, assim como não existe processo ensino-aprendizagem sem uma boa relação professor-aluno.

Um plano de aula de musicalização infantil

· Faixa etária: a partir de 4 anos.

· Tema: As propriedades do som e as histórias infantis da cultura popular.

· Objetivos: Perceber e discriminar as alturas do som (grave, médio e agudo). Representar os sons corporalmente e graficamente. Criar novas possibilidades sonoras e organizar os sons a partir de histórias.

· Conteúdo: Propriedades do som – altura. Folclore brasileiro.

· Materiais: flauta de êmbolo, teclado ou piano, flauta doce, xilofones, folhas de papel (sulfite ou cartolina), canetas coloridas ou giz de cera.

· Seqüência didática e possíveis intervenções:

1) Canção de boas vindas - cantar o nome de cada aluno.

2) Parlenda: Hoje é domingo – andar marcando a pulsação e no final da parlenda, tocar sons do agudo ao grave e sentar no chão.

3) História sonorizada – contar sonorizando a história do urso:

Vamos passear?

Xiiii... tem uma árvore no meio do caminho.

Vamos subir? (tocar sons do grave para o agudo e sugerir aos alunos que

movimentem as mãos e os braços de baixo para cima, como se fossem

subir uma escada).

Vamos descer? (tocar sons do agudo para o grave e movimentar os braços

para baixo).

Vamos passear...

Tem um rio no meio do caminho. Vamos nadar? (sonorizar e pedir que as

crianças criem movimentos para os sons tocados).

Vamos passear...

Tem um matagal bem fechado. Vamos cortar?

Vamos passear...

Tem uma caverna bem escura. Vamos entrar?

Xiiii... É o urso! Vamos correr!

4) Jogo de percepção auditiva.

Perguntar o que aconteceu quando... (tocar o som para a criança identificar e relacionar o som com o momento da história em que o som foi apresentado).

5) Jogo de percepção da direção do som (do grave para o agudo ou do agudo para o grave) - morto e vivo com flauta de êmbolo.

6) Percepção do som com o corpo - desenhar o caminho do som com movimentos corporais aprendidos na história do urso.

7) Jogo de criação - improviso de movimentos a partir de estímulos sonoros (variar quanto à altura).

8) Ditado melódico - desenhar o caminho do som no papel de acordo com a altura emitida por várias fontes melódicas (flauta, piano, xilofones).

9) Leitura melódica - leitura do ditado anterior.

10) Composição: desenhar, sonorizar e representar sua própria história.

11) Encerramento: canção de despedida ou apresentação das histórias criadas pelos alunos.

· Avaliação: Observar se a criança é capaz de perceber e discriminar os sons emitidos e ainda como os relaciona com os movimentos. A percepção das alturas sonoras, por ser relativa, varia de pessoa para pessoa, fazendo com que, para algumas pessoas, o grave pareça mais agudo ou vice-versa. Portanto, observar a partir de que referencial a criança percebe a variação de altura dos sons. Partindo de uma dada altura, observar se a criança consegue perceber e discriminar a altura e a direção sonora. Se mais grave ou mais aguda em relação ao referencial dado. Analisar o registro gráfico da criança a partir dos sons propostos, tendo em vista a percepção e discriminação das alturas sonoras, procurando observar o quanto cada criança conseguiu fazer a relação entre os movimentos (para cima e para baixo) com a escrita proposta pelas atividades. Observar a fluência na leitura dos registros gráficos. Registrar o processo de criação de cada aluno (como cada aluno percebe e organiza os sons), isto é, como exercita a composição.

Terminada a aula, é importante que o professor faça o registro de tudo o que aconteceu na aula, para que possa comparar com o plano de aula, e fazer os ajustes necessários nos planos de aulas seguintes.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A hora e o modo certo de incentivar uma criança a aprender Música sem correr o risco de frustração.

Aos seis anos de idade, Mozart (1756-1791) escreveu sua primeira sinfonia. Sua notável aptidão para compor foi aflorada prematuramente revelando o gênio que era o austríaco. Wolfgang Amadeus Mozart era um superdotado, fora de série, incomum. Assimilou rapidamente o conteúdo musical que seu pai lhe passou quase ainda no berço, já que seu pai já se preparava para assim fazer.

Muitos "coroas" que gastaram a vida toda tentando aprender Música sem alcançar êxito, transferem seus sonhos para os filhos. É uma espécie de segunda chance: "se eu não conseguir, que pelo menos meu filho consiga", eles pensam.

É salutar que os pais incentivem os filhos às artes, mas é preciso tomar precauções para evitar frustração ou até mesmo um trauma. A primeira é ter a percepção se seu garoto ou garota tem realmente interesse ou desperta ao menos curiosidade em se aventurar na música. Contrariada, a criança rende pouco ou revelará distorções de comportamento no futuro. Um exemplo eloqüente disso são as confissões de Michael Jackson. O cantor revelou que quando criança ele e seus irmãos tiveram a infância roubada pelo pai que os obrigava a se dedicar ao trabalho musical em árido regime e que o trauma os persegue até hoje lhes causando incômodos sérios. E isso tudo mesmo tendo prosperado tanto quanto conhecemos. Imagine se tivessem fracassados...

Os Limites

Quando contamos estórias para crianças devemos ter o cuidado de usar uma linguagem acessível para que tenham total compreensão. Ao darmos um peso para elas carreguem temos de considerar as proporções exatas. Ao depositarmos projetos sobre um filho temos de respeitar os limites dele.

Você pode até ter um Mozart em sua casa; ou quem sabe um Pelé; ou ainda um Bill Gates. No entanto, se não souber respeitar os limites da criança poderá ofuscar seus talentos -- no mínimo.

Psicólogos especializados em crianças afirmam que elas são capazes de "apregoar" normas e conceitos muitos relevantes que a maioria dos adultos. Se o pai diz a um filho de três anos, de forma bem incisiva, que sempre que ele fizer algo errado vai ter alguém o flagrando o menino jamais se esquecerá disso. Mesmo alcançando a idade em que esse filho possa compreender que as coisas não são bem assim, jamais tirará esse fundamento da lembrança.

De semelhante idéia conclui-se que se desde cedo a criança começar a apregoar os conceitos da Música e suas teorias métricas, mais rápido ele pode assimilar os fundamentos musicais. No entanto, o que deve ficar claro é que a linguagem aplicada a uma criança deve ser mais acessível, pois ela só fixará os conceitos se lhe ficar bem esclarecidos. Ansiedade toda criança também tem, porém, com menor intensidade que os mais crescidos. Desta feita, não se tolera pressões por resultados a curto prazo.

Se não se pode cobrar muito dos pequenos aprendizes, é recomendável não fazer muita superestimação e expor a criança a um estado de expectativa muito grande em meio a promessas e apostas. É comum e até certo ponto admissível que os pais alimentem esperanças a si próprio e a o filho premiado de que o futuro lhe reserva fama e sucesso em troca de certos esforços. Mas cuidado com a barganha. Prepare a criança para o seu desenvolvimento tanto pessoal como profissionalmente (neste caso, artístico). Contudo, poupe-a de presságios e deixe as coisas sucederem naturalmente. Evite comparações. Se a filha do vizinho é uma pianista prematura, seu filho não tem que ser visto como um mongolóide imbecil e imprestável.

Brinquedos musicais

Quando era criança meu grande sonho era ter uma bicicleta. Eu nunca a tive enquanto criança. Isso não foi traumático pra mim. Tanto que se hoje eu pudesse escolher um brinquedo para meus tempos pueris, eu escolheria ter tido um instrumento musical -- um teclado Yamaha PSR 550 estaria de bom tamanho.

Presentear instrumento musicais -- ainda que não seja um top de linha -- é uma boa pedida para estimular a curiosidade e o gosto da criança pela Música. Uma imitação de piano de duas oitavas é suficiente para se tocar quase que qualquer melodia. Uma flauta, cujo custo é irrisório, acompanhada de um folheto com algumas cifras e músicas tradicionais cifradas também pode ter grande serventia. Mas se houver a possibilidade de desembolsar o suficiente para comprar um violão (há tamanhos pequenos para iniciantes) ou um piano ou mesmo um bom teclado eletrônico, ótimo. Invista.

Instrução profissional

Seu filho não é nenhum Mozart, mas gosta de Música e tem real interesse em mergulhar nesse maravilhoso universo? Caso a resposta seja afirmativa então leve em conta mais uma recomendação: entregue-o a um profissional competente em instruir músicos mirins -- o que não se aplica a qualquer professor. Muitos mestres e formadores de bons músicos não sabem ou são desprovidos de experiência em trato com menores, enquanto há quem se especializou em ensinar a crianças.

Você, pai ou mãe ou tio, é o professor do baby? Não é exatamente um problema. Todavia, no momento do treinamento, façam juntos um entendimento para se desliguem dos laços carnais e procurem se tratarem como mestre e aluno. Jamais insira assuntos externos e familiares no processo de aprendizagem. Nade chantagem ou barganha. Por exemplo, prometer um passeio no parque de diversão se o aprendiz tocar determinada lição, pois crianças precisam de entretenimento independentemente do seu desempenho nessa ou outra matéria. Você toca muito bem e quer ensinar a seu filho? Tudo bem. Mas, se você não for professor profissional seu filho nunca o tratará como tal. Um encanador que dá plantão a semana inteira como encanador e faz bicos de eletricista nos finais de semana nunca será chamado de eletricista, mas de encanador. Não há nada de errado nisso. Só que a mente humana acostumou-se a separar essas coisas. Por isso, se sua profissão é encanador, mecânico, médico, motorista, ou qualquer outra coisa, nada impede de dar aulas de música a quem quer que seja. Entretanto, nunca espere ser tão reconhecido como um profissional da música. Uma boa medida para o caso é a condição de auto treinamento. É diferente ir a academia sob os cuidados de um instrutor e praticar exercícios em casa lendo um manual.

Profissionalização de um mirim

Tem um gênio em sua casa e você não sabe o que fazer e onde procurar ajuda para promovê-lo? Calma aí. O melhor, a princípio é lançar o pequeno Beethoven aos poucos ao mundo externo. Festas familiares, apresentações voluntárias e canjas o fará se inserir naturalmente. Se preciso, leve-o a festas com música ao vivo (devidamente apropriadas para a idade do menor) e meta a cara. Trocando em miúdos, peça ao responsável para dar oportunidade de seu filho se apresentar. Leve-o para conhecer os estúdios de alguma rádio, familiarize-se com assuntos relativos à Música e -- o mais importante para a iniciação --, faça com que seu notável mirim pegue o máximo de intimidade com microfone. Falar antes de cantar, por exemplo, relaxa e dá mais confiança à medida que desta forma, vai-se ajustando à voz ao som mecânico que é bem diferente do acústico (som ambiente).

Tome cuidado com falsos patrocinadores. Normalmente eles vêm com promessas mirabolantes e tentadoras, prometendo facilidades e garantias imediatas. As agencias de promoção de talentos ganham dinheiro com isso e quase nunca isso dá certo. Se lhe pedirem dinheiro imediatamente, caia fora. É fria. Há olheiros espalhados por aí. Mas o mais comum é que, devido à concorrência, seja preciso bater à porta. Algumas gravadoras têm programas de seleção de novos talentos. Salvo raras exceções, elas não cobram nada.


Fonte: www.filomusicologia.hpg.com.br/artigo3.html.

sábado, 21 de agosto de 2010

A hora e o modo certo de incentivar uma criança a aprender Música sem correr o risco de frustração.



Aos seis anos de idade, Mozart (1756-1791) escreveu sua primeira sinfonia. Sua notável aptidão para compor foi aflorada prematuramente revelando o gênio que era o austríaco. Wolfgang Amadeus Mozart era um superdotado, fora de série, incomum. Assimilou rapidamente o conteúdo musical que seu pai lhe passou quase ainda no berço, já que seu pai já se preparava para assim fazer.
Muitos "coroas" que gastaram a vida toda tentando aprender Música sem alcançar êxito, transferem seus sonhos para os filhos. É uma espécie de segunda chance: "se eu não conseguir, que pelo menos meu filho consiga", eles pensam.
É salutar que os pais incentivem os filhos às artes, mas é preciso tomar precauções para evitar frustração ou até mesmo um trauma. A primeira é ter a percepção se seu garoto ou garota tem realmente interesse ou desperta ao menos curiosidade em se aventurar na música. Contrariada, a criança rende pouco ou revelará distorções de comportamento no futuro. Um exemplo eloqüente disso são as confissões de Michael Jackson. O cantor revelou que quando criança ele e seus irmãos tiveram a infância roubada pelo pai que os obrigava a se dedicar ao trabalho musical em árido regime e que o trauma os persegue até hoje lhes causando incômodos sérios. E isso tudo mesmo tendo prosperado tanto quanto conhecemos. Imagine se tivessem fracassados...
Os Limites
Quando contamos estórias para crianças devemos ter o cuidado de usar uma linguagem acessível para que tenham total compreensão. Ao darmos um peso para elas carreguem temos de considerar as proporções exatas. Ao depositarmos projetos sobre um filho temos de respeitar os limites dele.
Você pode até ter um Mozart em sua casa; ou quem sabe um Pelé; ou ainda um Bill Gates. No entanto, se não souber respeitar os limites da criança poderá ofuscar seus talentos -- no mínimo.
Psicólogos especializados em crianças afirmam que elas são capazes de "apregoar" normas e conceitos muitos relevantes que a maioria dos adultos. Se o pai diz a um filho de três anos, de forma bem incisiva, que sempre que ele fizer algo errado vai ter alguém o flagrando o menino jamais se esquecerá disso. Mesmo alcançando a idade em que esse filho possa compreender que as coisas não são bem assim, jamais tirará esse fundamento da lembrança.
De semelhante idéia conclui-se que se desde cedo a criança começar a apregoar os conceitos da Música e suas teorias métricas, mais rápido ele pode assimilar os fundamentos musicais. No entanto, o que deve ficar claro é que a linguagem aplicada a uma criança deve ser mais acessível, pois ela só fixará os conceitos se lhe ficar bem esclarecidos. Ansiedade toda criança também tem, porém, com menor intensidade que os mais crescidos. Desta feita, não se tolera pressões por resultados a curto prazo.
Se não se pode cobrar muito dos pequenos aprendizes, é recomendável não fazer muita superestimação e expor a criança a um estado de expectativa muito grande em meio a promessas e apostas. É comum e até certo ponto admissível que os pais alimentem esperanças a si próprio e a o filho premiado de que o futuro lhe reserva fama e sucesso em troca de certos esforços. Mas cuidado com a barganha. Prepare a criança para o seu desenvolvimento tanto pessoal como profissionalmente (neste caso, artístico). Contudo, poupe-a de presságios e deixe as coisas sucederem naturalmente. Evite comparações. Se a filha do vizinho é uma pianista prematura, seu filho não tem que ser visto como um mongolóide imbecil e imprestável.
Brinquedos musicais
Quando era criança meu grande sonho era ter uma bicicleta. Eu nunca a tive enquanto criança. Isso não foi traumático pra mim. Tanto que se hoje eu pudesse escolher um brinquedo para meus tempos pueris, eu escolheria ter tido um instrumento musical -- um teclado Yamaha PSR 550 estaria de bom tamanho.
Presentear instrumento musicais -- ainda que não seja um top de linha -- é uma boa pedida para estimular a curiosidade e o gosto da criança pela Música. Uma imitação de piano de duas oitavas é suficiente para se tocar quase que qualquer melodia. Uma flauta, cujo custo é irrisório, acompanhada de um folheto com algumas cifras e músicas tradicionais cifradas também pode ter grande serventia. Mas se houver a possibilidade de desembolsar o suficiente para comprar um violão (há tamanhos pequenos para iniciantes) ou um piano ou mesmo um bom teclado eletrônico, ótimo. Invista.
Instrução profissional
Seu filho não é nenhum Mozart, mas gosta de Música e tem real interesse em mergulhar nesse maravilhoso universo? Caso a resposta seja afirmativa então leve em conta mais uma recomendação: entregue-o a um profissional competente em instruir músicos mirins -- o que não se aplica a qualquer professor. Muitos mestres e formadores de bons músicos não sabem ou são desprovidos de experiência em trato com menores, enquanto há quem se especializou em ensinar a crianças.
Você, pai ou mãe ou tio, é o professor do baby? Não é exatamente um problema. Todavia, no momento do treinamento, façam juntos um entendimento para se desliguem dos laços carnais e procurem se tratarem como mestre e aluno. Jamais insira assuntos externos e familiares no processo de aprendizagem. Nade chantagem ou barganha. Por exemplo, prometer um passeio no parque de diversão se o aprendiz tocar determinada lição, pois crianças precisam de entretenimento independentemente do seu desempenho nessa ou outra matéria. Você toca muito bem e quer ensinar a seu filho? Tudo bem. Mas, se você não for professor profissional seu filho nunca o tratará como tal. Um encanador que dá plantão a semana inteira como encanador e faz bicos de eletricista nos finais de semana nunca será chamado de eletricista, mas de encanador. Não há nada de errado nisso. Só que a mente humana acostumou-se a separar essas coisas. Por isso, se sua profissão é encanador, mecânico, médico, motorista, ou qualquer outra coisa, nada impede de dar aulas de música a quem quer que seja. Entretanto, nunca espere ser tão reconhecido como um profissional da música. Uma boa medida para o caso é a condição de auto treinamento. É diferente ir a academia sob os cuidados de um instrutor e praticar exercícios em casa lendo um manual.
Profissionalização de um mirim
Tem um gênio em sua casa e você não sabe o que fazer e onde procurar ajuda para promovê-lo? Calma aí. O melhor, a princípio é lançar o pequeno Beethoven aos poucos ao mundo externo. Festas familiares, apresentações voluntárias e canjas o fará se inserir naturalmente. Se preciso, leve-o a festas com música ao vivo (devidamente apropriadas para a idade do menor) e meta a cara. Trocando em miúdos, peça ao responsável para dar oportunidade de seu filho se apresentar. Leve-o para conhecer os estúdios de alguma rádio, familiarize-se com assuntos relativos à Música e -- o mais importante para a iniciação --, faça com que seu notável mirim pegue o máximo de intimidade com microfone. Falar antes de cantar, por exemplo, relaxa e dá mais confiança à medida que desta forma, vai-se ajustando à voz ao som mecânico que é bem diferente do acústico (som ambiente).
Tome cuidado com falsos patrocinadores. Normalmente eles vêm com promessas mirabolantes e tentadoras, prometendo facilidades e garantias imediatas. As agencias de promoção de talentos ganham dinheiro com isso e quase nunca isso dá certo. Se lhe pedirem dinheiro imediatamente, caia fora. É fria. Há olheiros espalhados por aí. Mas o mais comum é que, devido à concorrência, seja preciso bater à porta. Algumas gravadoras têm programas de seleção de novos talentos. Salvo raras exceções, elas não cobram nada.
________________________________________
Fonte: www.filomusicologia.hpg.com.br/artigo3.html.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Os bebês e a música






A partir do quinto mês de gestação a audição do seu bebê já está desenvolvida. Quando ele cresce, logo é possível notar as diversas reações que ele tem ao ouvir diferentes sons. E foi pela forte relação que as crianças têm com este sentido que pesquisadores da Brigham Young University, nos Estados Unidos, conduziram um estudo que comprova que se pode diferenciar uma canção triste de uma alegre a partir dos 5 meses de vida.

Para chegar a este resultado, estudiosos reuniram 96 bebês de 5 e 9 meses e os submeteram à audição dos tipos de música. Quando a música triste era liberada aos menores, a expressão facial das crianças era emocionalmente neutra. Ao ouvir a canção animada os bebês de 5 meses demonstravam interesse, fitando os olhos por alguns segundos. Com os participantes de 9 meses, a reação foi exatamente inversa. Os resultados mostram a percepção evoluída de uma criança ainda pequena. “Eles não entendem o que é alegre e triste, mas certamente sabem que são coisas diferentes”, explica o psicólogo infantil Marcio Ferreira Jr. O especialista diz que o estudo mostra uma capacidade cognitiva surpreendente nos bebês.


Benefícios dos sons

Sons e ritmos podem ser utilizados para estimular diversas atitudes em crianças. Na cidade eslovaca de Kosice-Saca os recém-nascidos ouvem peças de Mozart e Vivaldi para dormirem melhor. De acordo com as enfermeiras do hospital que adotou esta técnica, o resultado é positivo - a música ajuda a acalmar os bebês. Quando quem canta é a mãe, está provado que uma simples canção de ninar, além de relaxar, ajuda a estreitar os laços afetivos entre ela e seu filho.

Aulas regulares de um instrumento musical como piano, a partir dos 3 anos de idade, ajudam a desenvolver a capacidade de entender o espaço tridimensional. Alguns médicos e musicistas também defendem que crianças que recebem estímulos musicais adequados aprendem a escrever mais facilmente e têm maior equilíbrio emocional.

Apesar do ato de tocar um instrumento ser importante, mesmo se o contato com a música for feito por apreciação, simplesmente ouvindo, os estímulos cerebrais também são bastante intensos.

Para estimular a apreciação musical em crianças, a musicoterapeuta Helena Sabino, explica que pequenas mudanças podem ser de grande valor. “Ao invés de distrair o bebê com a televisão você pode dar-lhe um tambor, um xilofone ou qualquer outro instrumento musical, incentivando-o a brincar e criar a sua própria música”, comenta.

A terapeuta ainda afirma que não há um estilo específico, ou algum proibido, para as crianças ouvirem, então recomenda que a mãe apresente ao filho suas canções favoritas. “Esta é uma forma de aumentar o vínculo dele com você. Cante junto, ouça e habitue-o com os sons”, encerra.

Música ajuda no aprendizado das crianças

Qual criança (ou adulto) não fica fascinada ao ouvir uma música de que gosta? Mas além do prazer que proporciona, ela contribui - e muito - para o aprendizado do seu filho. Um estudo realizado pela Long Island University, nos Estados Unidos, comprovou esse benefício.
A pesquisa foi feita em duas escolas americanas. Um grupo estudava piano formalmente, por um período de três anos consecutivos, enquanto o outro nunca teve aula de música. O resultado sugeriu que as crianças que aprendiam música tinham melhor vocabulário que as demais.

A alfabetização da criança se processa em códigos, ao juntar as letras para formar uma palavra e assim associar seu significado com o significante. A psicopedagoga Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), explica que o mesmo acontece na música. “A leitura musical é feita por meio de outros códigos, e a criança precisa aliar a leitura das notas com o ritmo, a melodia”, diz. Além disso, tem a matemática. Noções de quantidade interferem muito na formação das notas musicais.

Por esse fator, afirma Quézia, crianças que passam pelo processo de alfabetização musical ampliam suas possibilidades de lidar com códigos, sejam verbais ou não. “Como têm as funções cerebrais mais estimuladas, elas aumentam suas possibilidades para adquirir conhecimento.”

Além disso, esse aprendizado também pode facilitar a concentração e a identificação de diferentes vozes num ambiente barulhento, como destaca um estudo da Northwestern University, de Illinois, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, a habilidade de perceber diferentes padrões de som, como diferentes vozes que falam ao mesmo tempo, é estimulada pelo estudo de música. Sem falar que também fica muito mais fácil para a criança se concentrar numa leitura mesmo que não esteja num lugar muito silencioso.


Paciência e persistência

Sabe aquela ansiedade do seu filho de querer tudo para agora? Ao aprender a tocar um instrumento, por exemplo, ele vai perceber que nem tudo acontece tão rápido. “A música é uma das coisas mais difíceis e demoradas para aprender. Quando um aluno começa a estudar e quer sair tocando, muitas vezes até pensa em desistir. Logo, ele aprende que é preciso esforço, treino, perseverança”, afirma André Barreto, professor e coordenador da área de música da Escola Suíço-Brasileira (SP).

Para o professor, crianças que têm contato com a música são mais flexíveis, lidam melhor com imprevistos, frustrações e têm mais rapidez para raciocinar e agir. “Elas ficam mais preparadas para a vida”, diz.



http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI66583-15151,00.html

sábado, 22 de novembro de 2008

O papel dos pais na aprendizagem musical das crianças

O papel dos pais na aprendizagem I

Os pais, sejam ou não músicos, desempenham um papel importante na aprendizagem de competências musicais por parte dos filhos. A questão da aprendizagem de competências e de desenvolvimento de aptidões começa muito cedo, visto que é amplamente conhecido que as crianças conseguem ouvir música e palavras nas últimas semanas de 'estadia' no ambiente intra-uterino e que conseguem reconhecer esses sons depois de nascerem. O interesse que as crianças terão no som, na música e nos seus componentes variará consoante o grau de interação musical e quase-musical que os pais desenvolvem com os seus filhos. O tipo de interação musical mais eficaz acontece quando os pais cantam para o bebê, muito embora fazer ouvir música gravada ou ao vivo possam também seja positivo. O tipo de interação quase-musical envolve a comunicação (vocal mas não-verbal) que os pais usam quando embalam, alimentam, brincam com as crianças. Diz-se quase-musical porque envolve parâmetros musicais: variação de altura sonora, timbre, melodia, ritmo, tempo e dinâmica. A interação quase-musical termina quando o centro de atenção passa a ser a aquisição de linguagem. No fundo, os pais que promovem este tipo de interações educam-nas musicalmente (mesmo que de uma forma elementar), proporcionando às crianças uma compreensão sensorial dos fenômenos sonoros e musicais.

O papel dos pais na aprendizagem II

No ensino especializado da música, onde o tipo de competências a desenvolver são complexas e envolvem muitas horas de estudo e persistência, o papel dos pais é vital para o sucesso da aprendizagem, independentemente de saberem ou não música. Alguns dos aspectos que, tidos em conta pelos pais, influenciam positivamente o desempenho das crianças são:

1. Atenção dos pais centrada na criança, com particular ênfase no ensino da música. 2. Organização das atividades dos pais centrada nos interesses, nas atividades e no tempo da criança.

3. A música é valorizada na família.

4. O ênfase dos pais está centrado no prazer de tocar/fazer música, e não numa carreira musical.

5. Há lugar a elogios, mesmo quando há apenas pequenos sucessos.

6. Cuidadosa seleção dos professores e monitorização do trabalho feito em casa.

7. Investimento de uma considerável quantidade de tempo e esforço nas atividades musicais.

O valor da repetição

A aprendizagem de música depende essencialmente da aquisição de competências psico-motoras. Se na aprendizagem de uma disciplina do ensino regular (Biologia, Português, Física...) a aprendizagem de um conceito depende, na maioria dos casos, de uma exposição ou explicação dos fenómenos ou dos elementos associados a esse conceito, no caso do ensino da música (quer no ensino especializado, quer no não-especializado) a aprendizagem de conceitos e competências depende quase exclusivamente da qualidade e do número de repetições.

Número de repetições - Aplicando o PST (Production System Theory) à aprendizagem na música, percebemos que um comportamento ou uma competência só é adquirida, adicionada e incorporada, se o Sistema Cognitivo que controla a aquisição de comportamentos ou competências encarar esse comportamento ou competência como útil. Para o Sistema Cognitivo, o que determina a utilidade do comportamento ou da competência é o número de vezes que é repetido com sucesso. As competências a que nos referimos dizem respeito, quer às que os professores de instrumento desenvolvem como às que os professores de Formação Musical querem fazer desenvolver.

Qualidade das repetições - Recorrendo à mesma teoria, a aprendizagem de uma competência só se efectiva se todas as sub-competências que dela dependem já tiverem sido repetidas ao ponto de terem sido incorporadas com sucesso. [Pensando num caso prático, imagine que um aluno quer conseguir tocar uma escala, digamos de Dó Maior. Para que esta competência (hierárquicamente superior) possa ser adquirida com sucesso, é necessário que as competências dispostas nos níveis inferiores da hierarquia de complexidade tenham sido adquiridas/aprendidas com sucesso. Neste caso podemos imaginar o nível mais baixo da hierarquia deste exemplo contendo como competências iniciais ser capaz de associar a tecla/corda/posição a cada uma das notas que constituem a escala de Dó Maior.] Portanto, para haver sucesso na aquisição de uma competência tem de haver uma sucessiva repetição/integração das suas mais directas sub-competências.

Quando é que se conclui que o número de repetições é suficiente? Quando nos tornamos capazes de desempenhar a competência de uma forma reflexiva, sem efectuar qualquer tipo de esforço mental. No caso do Instrumento quando somos capazes de tocar uma peça, uma escala, um acorde ou uma nota sem qualquer tipo de esforço mental. No caso da Formação Musical quando somos capazes de entoar um intervalo, ler uma melodia ou percutir um ritmo sem fazer qualquer esforço mental. Portanto, o que quer que tentemos aprender em música, só seremos bem-sucedidos dependendo da quantidade de tempo e esforço que gastamos em repetir.

Ensino da Música para Crianças - Princípios Pedagógicos I

Todas as crianças têm potencial para aprender música. Algumas precisam mais tempo que outras para aprender, precisam que o professor repita experiências significativas um maior número de vezes, mas todas as crianças têm potencial para adquirir competências musicais. Só é possível ensinar música se as atividades realizadas forem eminentemente musicais. A aquisição de competências musicais não depende de explicações verbais, imagens visuais, esquemas, metáforas, analogias ou desenhos. A verdadeira compreensão dos fenômenos sonoros só é possível quando se orienta o atenção da criança para o som, para as suas propriedades e para a forma como evoluem no tempo os seus elementos. Assim sendo, só a vivência de experiências musicais marcantes que se aproximam da 'música real' pode levar as crianças a aprender o que é música. Partir do que as crianças conhecem para aprender coisas novas não se pode assumir que é na primeira aula de música (formal) que as crianças vão começar a aprender música. As crianças já tiveram muitas experiências 'musicais' antes de ver o primeiro professor de música: já dançaram com música, aprenderam canções, cantaram interiormente, marcaram um ritmo em simultâneo com uma música... Por esta razão, o professor ao ter consciência da existência de um historial de experiências musicais, deve partir do que a criança já consegue fazer para fazer desenvolver novas competências. Ao fazer isto, o professor facilitará a integração de novas competências e novas aprendizagens.

Ensino da Música para Crianças - Princípios Pedagógicos II

Organizar as atividades em função de objetivos comportamentais e não o contrário

A tendência de professores inexperientes ao planificarem as suas aulas é pensar prioritariamente em descobrir atividades engraçadas e cativantes, mais do que nas vantagens pedagógicas ou no valor pedagógico dessas atividades. Um ensino de qualidade não ignora a importância da escolha de atividades interessantes para as crianças, mas apenas pensa nas atividades depois do objetivo comportamental estar definido. As atividades mais do que divertirem as crianças, deverão levar as crianças a ser capazes de fazer algo de novo.

Se todas as atividades forem pensadas como 'Jogo' as crianças vão sentir-se mais motivadas para participar e aprender

Fazer isto significa mais do que apenas fazer Jogos na aula. Este princípio pedagógico tem implicações, sobretudo para a forma como o professor aborda cada atividade. Se as crianças sentirem que em cada atividade os pressupostos envolvidos são os mesmos que estão na base dos jogos que elas realizam entre elas, vão sentir-se motivadas e empenhadas no processo de aprendizagem. Estes pressupostos são:

* 1. Redução da carga negativa atribuída ao erro,

* 2. Possibilidade de fazer várias tentativas para acertar/fazer bem,

* 3. O objetivo a atingir é muito claro,

* 4. Todas as crianças se vêem como estando ao mesmo nível, não havendo diferenças de potencial entre elas.

A tarefa do bom professor é fazer realçar todos estes pressupostos em cada atividade realizada na aula.


Aproveite e faça o download do CD

Baby Einstein. Lullaby Classics




Fonte: http://pedagogia-musical.blogspot.com